O 24º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros foi realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 27 e 29 de agosto. A nova era de distribuição de seguros foi o tema central do evento, que contou com a participação de representações dos corretores, seguradoras, mercado econômico e autoridades. Nesta entrevista, o vice-presidente da Federação Nacional dos Corretores da Região Sul, Ricardo Pansera, fala sobre a importância do Congresso.
Quais foram os destaques do evento?
Tivemos diversas abordagens, como a distribuição de seguros. O corretor precisa repensar esse ponto, pois é necessário acompanhar toda a evolução da Inteligência Artificial e aplicar nos seus negócios, no benefício do consumidor, que é a razão do profissional estar evoluindo. Torna-se vital buscar a modernização, melhores soluções, custos e coberturas.
Os corretores estão devidamente adaptados à evolução tecnológica?
A IA está inserida em todos os segmentos, especialmente nos negócios de seguros. É uma nova convivência que o corretor precisa adotar no seu negócio, tanto no marketing como na questão operacional da sua corretora.
Qual a avaliação feita sobre a nova Lei do Seguro? Benéfica? Aumenta a responsabilidade do corretor com a nova legislação?
Sem dúvida. A responsabilidade aumenta para todos. Aqueles que não se profissionalizarem vão ter dificuldades de sobrevivência no mercado. O novo marco legal dos seguros determinou mudanças nas regras. Para o consumidor, a principal alteração é a previsibilidade, sendo o grande beneficiado. O corretor de seguros é o profissional que vai estar ao lado e na defesa dos direitos do segurado. O primeiro ano desta legislação é um período de adaptação para corretores, seguradoras, consumidores e o segmento jurídico. A Fenacor e os sindicatos regionais estão preparando os corretores para adaptarem-se à nova legislação.
O corretor deixou de ser um vendedor para se tornar um consultor?
Cada vez mais. Hoje o corretor tem que abordar a proteção financeira. Isso ganhou força nos últimos anos. Temos a distribuição de consórcios, que cresceu muito no país em função do impulso das vendas pelos corretores de seguros. É uma venda consultiva e não a venda tradicional, com o corretor tendo a responsabilidade de acompanhar o seu cliente do início ao fim. Esse é um novo nicho de mercado.
O corretor continua sendo um ator preponderante na distribuição do produto seguro?
Sim. Ele é o profissional habilitado, adequado e preparado para atender os consumidores. O corretor tem a responsabilidade de proporcionar as melhores soluções para os seus clientes. A tendência é de os profissionais segmentarem sua atuação, aperfeiçoando a própria carteira que criou com o seu trabalho.
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