Atenção no Seguro, por Gerson Anzzulin: A liderança da Classe C na aquisição do seguro auto

Atenção no Seguro, por Gerson Anzzulin: A liderança da Classe C na aquisição do seguro auto
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Levantamento da Comissão de Inteligência de Mercado da Confederação Nacional das Seguradoras apontou que 41% dos segurados de Automóveis pertencem à classe C, com renda entre R$ 5,6 mil e R$ 14,1 mil mensais.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito indicam 63,3 milhões de automóveis em circulação no Brasil. Desse montante, apenas 29% possuem seguro. Isso significa que mais de 44 milhões de automóveis estão rodando sem cobertura securitária.

Conforme a presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg, Ana Paula Schmeiske, o estudo revela duas realidades ao mesmo tempo. Uma que o seguro automóvel já é pertencente à classe média brasileira. A outra é que a maior parte da frota está sem proteção.

Ana Paula disse que o crescimento deste setor passa um pouco pelas seguradoras oferecerem produtos aderentes às diferentes realidades dos consumidores. “Nem todo consumidor precisa começar com a compra de um seguro completo. Existem coberturas somente para roubo e furto ou perda total. Isso pode funcionar como uma porta de entrada para os novos consumidores”.

A dirigente ressalta que o estudo demonstra que existe um contingente bem relevante de consumidores que têm patrimônio e renda compatível para contratação de seguro automóvel, mas ainda não possuem proteção. “O grande papel que temos aqui é o de trabalhar na conscientização sobre os riscos, aumentando a educação sobre o que é o impacto de ficar sem seguro para proteger um bem”, concluiu.

O novo marco do seguro rural

O Senado aprovou o Projeto de Lei 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina, que aperfeiçoa o marco legal do seguro rural e cria mecanismos destinados a ampliar a proteção dos produtores e estimular a oferta de coberturas. O texto agora segue para sanção presidencial.

A iniciativa pode contribuir para destravar crédito, preservar a capacidade de pagamento dos produtores e acelerar a retomada dos investimentos depois de eventos climáticos extremos. A compreensão é a de que quanto mais previsível for a cobertura dos riscos, menor tende a ser a exposição de produtores, bancos, investidores e seguradoras.

O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras, Hailton Madureira, disse que o seguro rural é um instrumento fundamental para garantir a segurança da produção agropecuária, proteger o produtor diante dos riscos climáticos e dar estabilidade ao abastecimento de alimentos. “Ao termos um marco legal que aumente a estabilidade do orçamento de subvenção ao seguro, o poder público fortalece a competitividade do campo, estimula investimentos e contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro”.

CNseg/Divulgação/JC