Atenção no Seguro, por Gerson Anzzulin: Resseguro

Atenção no Seguro, por Gerson Anzzulin: Resseguro
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A 9ª edição do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro ocorreu nos dias 19 e 20 de maio, no Windsor Convention & Expo Center, na cidade do Rio de Janeiro. Este é um dos mais importantes fóruns de discussão do mercado de seguros e resseguros da América Latina. O evento se consolidou como um espaço estratégico para troca de conhecimento, análise de tendências e debates regulatórios.

Conforme a presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros, Rafaela Barreda, o evento é um espaço importante para aprendizado, discussão dos temas atuais e conexão com os atores do segmento. Ela disse que o mercado de seguros e resseguros, não somente o brasileiro, vive um momento de transformação por conta de riscos graves, como os que envolvem as mudanças climáticas e as questões geopolíticas.

Em relação aos avanços regulatórios, Rafaela ressaltou que o setor ainda enfrenta dificuldades com a aplicação da nova Lei do Seguro. “A norma tem impacto nos grandes riscos. As adaptações necessárias estão relacionadas à relação contratual entre seguradoras e resseguradoras”.

O clima foi ponto de destaque nos debates. Na avaliação de Rafaela Barreda, o Encontro mostrou que existe um grande alerta na sociedade sobre a percepção de risco. “O risco e a ameaça climática vêm mudando nos últimos anos de uma forma muito rápida e forte. O impacto não é suave, é praticamente catastrófico. O evento apontou que não estamos mais falando somente de pautas de sustentabilidade, mas de sobrevivência, resiliência e infraestrutura mais apropriada para o enfrentamento deste tipo de situação, assim como a revisão e o mapeamento de regiões que possam estar mais sujeitas a esses riscos”, afirmou.

A presidente da FENABER destacou que o mercado de resseguros tem um papel estratégico de proteção financeira para o desenvolvimento do país. Lembrou que quando se fala em obras de infraestrutura, operações de grandes empresas, como as de energia, que demandam coberturas de altos valores, não necessariamente a seguradora tem capital financeiro suficiente para oferecer sozinha essa cobertura. “Ao oferecer sozinha, estaria correndo um grande risco. Nesta situação, ela faz uma pulverização deste risco através do resseguro, dividindo essa responsabilidade”.

Conforme Rafaela Barreda, as carteiras mais usuais do resseguro são as de propriedade e operações das empresas (marítima, aeronáutica e petróleo). “Para outras carteiras, como as de vida e automóvel, a proteção do resseguro pode ser para eventos catastróficos, aqueles onde ocorre um acúmulo de exposição e a seguradora está sujeita a uma perda maior do que ela considera normal dentro da sua operação”, concluiu.

A próxima edição do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro está prevista para acontecer em 2028.

FENABER/Divulgação/JC