O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil. O programa permite renegociar dívidas bancárias, de cartão de crédito e cheque especial com descontos de até 90% e parcelamento em até 4 anos, com juros máximos de 1,99% ao mês.
O programa possui duração limitada e inclui linhas específicas para famílias, estudantes com pendências no FIES e empresas. A segunda edição do Desenrola busca amenizar a situação de alto endividamento que abrange uma parcela significativa da população brasileira.
Conforme o Defensor Público do Estado do Rio Grande do Sul, Felipe Kirchner, o Brasil vive uma pandemia de endividamento excessivo, que é o chamado superendividamento. “É uma situação calamitosa que assola o país inteiro, mas não assola todos da mesma maneira. Temos determinados públicos que chamamos de consumidores hipervulneráveis, que são mais cativos e sujeitos ao endividamento excessivo, como a população idosa”.
Kirchner disse que o atual cenário influi negativamente nos mais diversos segmentos da economia, como o de seguros. “O seguro é exatamente a situação que a pessoa vai se precaver para eventos futuros que podem levar ao endividamento. Podemos colocar como exemplo a situação de um incêndio na residência. Se não tiver um seguro, perderá o patrimônio e dificilmente conseguirá repor o mesmo”, concluiu.
A ferramenta da CNseg de prevenção a desastres climáticos

Marcos Roberto Garcia Barretos (c)
CNseg/Divulgação/JC
Entre 2023 e 2024, o Brasil registrou mais de R$ 180 bilhões em prejuízos econômicos causados por eventos climáticos extremos, sendo que desse total, apenas 9% estavam segurados. O dado foi apresentado pelo superintendente de Negócios da CNseg, Marcos Roberto Garcia Barretos, durante apresentação na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada no dia 18 de maio.
No painel “Redução de riscos de desastres nos municípios: planos de contingência e tecnologias aplicadas”, Marcos apresentou a ferramenta da CNseg voltada à identificação e compreensão de eventos climáticos extremos.
Lançada oficialmente durante a COP30, a solução cruza dados históricos de desastres com modelos hidrológicos avançados de escoamento e imagens de satélite de alta resolução. A partir do processamento automatizado dessas variáveis geográficas complexas, o sistema gera, de forma instantânea, um score de risco preciso para qualquer CEP consultado.
Nesta primeira fase, a ferramenta está restrita a informações sobre inundações e alagamentos. Até março de 2027, porém, deverá incorporar progressivamente outros oito riscos climáticos: deslizamentos, raios, vendavais, granizo, seca, geada, estiagem e incêndios florestais.
Disponível para toda a sociedade, a solução de Riscos Climáticos pode ser acessada em https://cnseg.org.br/conteudos/risco-climatico

