O seguro de vida e a previdência privada podem ser classificados como importantes veículos de planejamento financeiro e sucessório. Este tema será abordado nesta entrevista com o Diretor-Presidente da Bradesco Vida e Previdência, Bernardo Castello.
Quais os aspectos que devem ser levados em conta para a contratação do seguro de vida?
Hoje o seguro de vida é utilizado por muitas famílias para a realização do planejamento de proteção, seja em vida, através de cobertura como o diagnóstico de doenças graves, quanto para uma eventual sucessão, lembrando que a indenização do seguro de vida é isenta de tributação.
A realidade brasileira de participação do seguro de pessoas está próxima ou distante de outros países?
Distante. A participação do Brasil é de 17%, que é baixa. O mercado italiano é de 75% e o alemão chega quase a 40%. O nível de educação financeira lá fora é maior e existe há muitas gerações. Estamos engatinhando no quesito educação financeira.
Estamos conversando pouco sobre seguro de vida?
Temos um desafio de comunicação que não é pequeno. Precisamos falar sobre soluções que existem para utilização em vida, sendo que mais de 70% das coberturas têm a prerrogativa de serem utilizadas pelo cliente. Aquele mito que o seguro de vida era apenas para outra pessoa não é mais verdade. O que precisamos é conversar mais sobre educação financeira com todas as faixas etárias da população e criar estímulos para a poupança de longo prazo.
Como está o mercado gaúcho de seguro de vida?
É o 5º no ranking nacional. O Estado possui nível educacional e de renda elevado e isto abre possibilidade para várias oportunidades. Aproximadamente 1,9 milhão de pessoas têm alguma proteção de seguro de vida. Essa parcela pode aumentar.
É preciso melhorar o índice de contratação de seguros individuais?
A solução de seguros coletivos é um veículo de acesso ao mercado segurador para os trabalhadores. A cobertura média varia de 24 a 36 meses da renda, assegurando um valor temporário para a família na situação de falta do seu integrante. Daí vem a importância de complementação com um seguro individual. O corretor tem um papel fundamental neste cenário, pois ele indicará ao cliente as melhores soluções.
Como o mercado está lidando com os reflexos da incidência do IOF sobre os planos de Previdência Privada e a consequente queda na arrecadação? Esse é o momento de voltar a valorizar todos os atributos do segmento?
Sim. Os atributos passam pelas modalidades do plano. O IOF aplica-se apenas aos planos do tipo VGBL e não aos do PGBL. Vale citar outros atributos da previdência, como a conversão em renda ou soluções como planos de pensão. Também é interessante investir desde cedo na previdência privada para a complementação de renda no futuro.
Bradesco Vida e Previdência/Divulgação/JC

