Fim de ano impulsiona consumo e amplia demanda por seguros ligados a bens, viagens e transações digitais

Fim de ano impulsiona consumo e amplia demanda por seguros ligados a bens, viagens e transações digitais
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últimos 12 meses também contrataram garantia estendida, enquanto 50% afirmam que pretendem repetir a proteção na próxima compra. O dado reforça o papel do seguro como ferramenta de diluição de riscos e controle de gastos futuros, especialmente diante dos custos elevados de manutenção e reposição de equipamentos.

Outro produto que ganha relevância no fim do ano é o seguro de celular, impulsionado pelo aumento das vendas de smartphones, novos lançamentos e pela intenção de presentear.

Segundo a FenSeg, o Brasil conta atualmente com cerca de 10 milhões de aparelhos segurados, o equivalente a aproximadamente 4% da base total de smartphones em uso no país. O segmento movimenta em torno de R$ 2,5 bilhões por ano em prêmios, com tíquete médio entre 20% e 25% do valor do aparelho, o que indica amplo espaço para expansão.

“Apesar do crescimento, a penetração do seguro de celular ainda é baixa frente ao tamanho da base de aparelhos em circulação, o que demonstra um potencial importante de ampliação da proteção”, destaca Sidemar Spricigo.

A federação associa esse avanço ao aumento consistente dos registros de furtos e roubos de smartphones, fator que eleva a percepção de risco, especialmente em períodos de maior circulação de pessoas, como festas e viagens de fim de ano. Estimativas do Ministério da Justiça indicam que os furtos de celulares cresceram 4,9% entre dezembro de 2024 e abril de 2025, passando de 72.914 para 76.520 ocorrências.

O ambiente digital também exige atenção redobrada nesse período. Levantamento do Radar Febraban mostra que a proporção de brasileiros que sofreram golpes ou tentativas de golpes financeiros subiu de 33%, em setembro de 2024, para 38%, em março de 2025. Fraudes envolvendo Pix, uso indevido de dados pessoais e engenharia social — como o golpe do falso advogado — estão entre os episódios mais recorrentes.

Nesse contexto, ganham espaço os seguros com cobertura para transações eletrônicas indevidas, inseridos em apólices contra fraudes em meios de pagamento. De acordo com a FenSeg, o chamado “seguro Pix” é voltado principalmente a transações realizadas sob coação ou em situações de violência, não abrangendo contestações comuns do cliente. Esses produtos costumam ser ofertados em seguros de afinidade ou vinculados a cartões, com mensalidades a partir de cerca de R$ 2,90, variando conforme o limite de indenização contratado, e funcionam como camada complementar aos mecanismos de segurança do sistema financeiro.

Paralelamente, o Seguro Viagem, classificado entre os seguros de pessoas, mantém crescimento impulsionado pelo aumento das viagens de lazer no fim do ano. O produto cobre despesas médicas e hospitalares, extravio de bagagens e cancelamentos. Entre janeiro e setembro, segundo a CNseg, a demanda avançou 6,7%, totalizando R$ 749,5 milhões.