O setor de seguros inaugurou na COP30, em Belém, um protagonismo inédito em favor da agenda climática, elevando sua participação a um patamar de ação expressiva por meio da Casa do Seguro.
Entre 10 e 21 de novembro, a Casa do Seguro sediou 60 painéis e debates de alto nível, mobilizando 230 palestrantes, mais de 2 mil participantes presenciais e 10 mil online. A iniciativa consolidou-se como polo de conteúdo e conexão intersetorial, contando com a participação de autoridades governamentais, lideranças empresariais, parlamentares, especialistas do clima, cientistas e membros da academia, do Brasil e do exterior.
Além da programação realizada pelas Empoderadoras da Casa – seguradoras e empresas do mercado de seguros que apoiam a indústria do projeto –, foram realizados esforços setoriais focados em agronegócio, natureza, infraestrutura, cidades resilientes, cooperativismo, finanças, entre outros temas. Essa dinâmica ajudou a identificar oportunidades de atuação conjunta entre diversas entidades empresariais e, sobretudo, fortalecer a cooperação de ações para proteger a economia brasileira frente às mudanças climáticas.
O seguro esteve no centro do debate e, neste contexto, a CNseg expressou seus agradecimentos às lideranças da COP30 que se dedicaram e assumiram o compromisso de participação o engajamento do setor na Conferência. Conforme menções ao seguro nas cartas divulgadas pela Presidência da COP, sob a liderança do Embaixador André Corrêa do Lago, prestigiaram o setor, reforçaram sua importância na mitigação de riscos e na adaptação climática, e constituíram um verdadeiro chamado à ação com a realização da COP no Brasil.
Nossa resposta materializou-se por meio da Casa do Seguro e pela intensa participação em eventos na Zona Azul e na Zona Verde, onde a CNseg esteve presente para informar, dialogar e estabelecer cooperação, com foco, principalmente, na redução da lacuna de proteção – social e de investimentos – em todo o mundo.
Foi longa a jornada de participação do setor de seguros na Conferência. Neste percurso, destacamos o apoio do Climate Champion do Brasil, Dan Ioschpe , sempre atento à pauta de seguros nas discussões sobre o papel da iniciativa privada na ação climática. Com atuação objetiva e presença em diferentes fóruns, foi porta-voz fundamental para ampliar a percepção de relevância do seguro como instrumento de proteção e financiamento sustentável, seja por sua função no amortecimento de perdas e danos, seja pelo incentivo às boas práticas de resiliência frente a eventos climáticos extremos.
Em paralelo, a CNseg ressalta a liderança da Embaixadora Tatiana Rosito , Secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, que, à frente do Círculo de Ministros de Finanças da COP30, atuou de forma decisiva para incluir o seguro no relatório final do grupo. Com esta abordagem, permitiu-se que o seguro fosse reconhecido como peça fundamental no enfrentamento das mudanças climáticas e na mitigação de seus efeitos. Seguiremos as recomendações do relatório, aprimorando cada vez mais a competência do setor de proteção social e de investimentos.
Igualmente, registramos nossos agradecimentos ao Secretário Nacional de Mudança do Clima, Aloisio Lopes, por encorajar o engajamento do setor de seguros na articulação do Plano Clima, liderado pelo Ministério do Meio Ambiente. Sua atuação foi essencial para garantir a participação dos diversos atores do mercado nesse processo estratégico para o futuro sustentável do país.
Finalmente, de modo especial, expressamos o nosso reconhecimento e agradecimentos ao Presidente da COP30, Embaixador André Corrêa do Lago , e à CEO da COP30, Ana Toni , que, com determinação, apostaram no foco da implementação e da adaptação. Ao definirem uma Agenda de Ação ambiciosa e factível, envolvendo todas as vertentes do segmento financeiro – incluindo o mercado segurador –, conectando de forma concreta o setor privado à divulgação da Conferência, fortalecendo o pilar do financiamento climático e as contribuições do Brasil para a agenda global.
Reiteramos o firme compromisso da CNseg e do mercado brasileiro de seguros com a agenda climática. E, neste cenário, observando que parte dos resultados da COP30, como os Indicadores do Objetivo Global de Adaptação e o Tropical Forests Forever Facility (TFFF), poderão se beneficiar diretamente de instrumentos securitários, ganhando velocidade na sua implementação e alcance.
A CNseg permanece empenhada em ampliar a cobertura securitária no país, oferecendo soluções de inteligência climática e instrumentos inovadores de mitigação de riscos.
Diante de uma experiência tão bem-sucedida em Belém, os efeitos da participação da CNseg na Conferência já reverberaram na direção de uma nova edição da Casa do Seguro, desta vez na COP31. É uma satisfação antecipar este novo passo e afirmar que o setor segurador está pronto para contribuir com a resiliência socioeconômica e ambiental do Brasil.
Com os nossos cumprimentos,
Dyogo Oliveira
Presidente da CNseg

