O CORRETOR DE SEGUROS E O GERENCIAMENTO DE RISCOS E O PASSO A SER DADO PARA A CONSULTORIA.III/III

O CORRETOR DE SEGUROS E O GERENCIAMENTO DE RISCOS E O PASSO A SER DADO PARA A CONSULTORIA.III/III
Compartilhar nas redes sociais

A parte I, foi publicada na News 2961 – 08/11/2022 – Terça-Feira e a II na News 2966 – 16/11/2022 – Quarta-Feira.

Nesta terceira e última parte vamos apresentar a Matriz de Riscos e como executar o seu preenchimento.

A Matriz possui dois “eixos”: O da Probabilidade e o da Consequência. Cada eixo possui 5 graus de intensidade. O trabalho executado até aqui (apresentados no primeiro e segundo artigo) nos permite preencher com um bom grau de assertividade os riscos que estudamos.

Apenas como exemplo identificamos os seguintes riscos: Incêndio (1), Ventos fortes (2), Quebra de máquinas (3) e alagamento (4). Nos cabe agora, uma vez que atribuímos números aos riscos apontar estes números dentro dos quadros da matriz observando a sua probabilidade, consequência e as intensidades. Ainda cabe informar que se trata de uma matriz qualitativa ou seja ainda está com algum grau de subjetividade, mas reduzido em decorrência das análises efetuadas anteriormente.

Com a matriz preenchida podemos observar o seguinte: Os riscos que ficarem coma cor azul requerem pouca atenção ou pouca quantidade de IS contratada. A atenção do corretor e seu cliente devem se ater aos riscos que ficarem nas cores verde, amarelo e laranja, com cuidados nas escolhas de IS e POS. Já os riscos que caírem na faixa vermelha já são um alerta ao nosso cliente pois muito provavelmente o segurador também não vai desejar assumir estes riscos, pondo em cheque a própria contratação do seguro ou se obtida, com custos muito elevados.

O próximo passo, após a apresentação desta matriz de riscos ao nosso cliente, será propor as medidas de controle e financiamento dos riscos que envolvem a matriz.

Um olhar deve ocorrer inicialmente aos riscos vermelhos: Estes passam pelos seguintes critérios, onde devido ao espaço disponível aqui nesta página vamos apenas enumerá-los: Separação, prevenção de perdas, redução de perdas e eliminar a exposição.

Os demais riscos não se deixam de sugerir alguma medida, entretanto com a aplicação menos intensa e menos trabalhosa.

As medidas de financiamento estão centradas na transferência destes riscos para uma cobertura de seguro onde o corretor/consultor com as informações coletadas nas etapas já mencionadas tem uma melhor assertividade na contratação, ou seja, atribuição de verbas e franquias, e desta forma não ficamos limitados a copiar uma apólice já existente buscando apenas apresentar o menor custo e desta forma corrermos o risco de expormos o cliente a eventos não previstos ou verbas insuficientes ou verbas superabundantes e com custos desnecessários.

Mais informações quanto a estes e outros assuntos de seguro e análise de sinistros, clique no link abaixo e bom estudo.

Mario Bestetti / Corretor de Seguros, Instrutor ENS, Perito Judicial

https://www.youtube.com/channel/UCCwuC5T5O1Q_UcAm72aP-rw