Investigação não identifica envolvimento de ex-donos de carros em golpe do seguro que marcou 2020

O G1 publicou reportagem nesta segunda-feira, 18, dizendo que a Polícia Civil de Sorocaba, interior de São Paulo, não encontrou indícios de crimes cometidos pelos ex-proprietários de carros que foram achados submersos na pedreira de Salto de Pirapora.

Os indícios de fraude de seguro no caso vieram à tona em 2020 e gerou grande destaque na imprensa nacional. Já foram ouvidos 12 ex-donos dos veículos retirados do local, Salto de Pirapora e, segundo a investigação, falta apenas um homem, que mora em outro estado e prestará esclarecimentos por carta precatória.

O delegado Rodrigo Ayres explicou para a reportagem que a equipe permanece em diligência sobre o caso e que todas as pessoas questionadas mantiveram as versões apresentadas em boletins de ocorrência registradas até 10 anos atrás.

Conforme a polícia, até o momento não foi identificado envolvimento dessas pessoas em crimes como o golpe do seguro. A perícia verificou as placas, números nos motores e no chassi. Dois deles apresentaram adulteração e oito estão em nome de seguradoras.

Segundo o perito Luis Gustavo, um laudo detalhado do exame metalográfico, nome dado ao procedimento com a finalidade de recuperar a numeração original, seria emitido à investigação. ” A dificuldade foi o estado de conservação dos veículos. Todos com lama, amassados e dificuldade para abrir o capô.

Tudo isso para acessar a base onde estavam os números de registro”, explicou. O trabalho para remover os carros e a moto achados na pedreira foi realizado no dia 25 de setembro e contou com o apoio da Defesa Civil e de peritos da Polícia Científica.

Os carros apareceram no local quando o nível da água da antiga pedreira baixou devido à estiagem e também ao trabalho de captação para abastecimento de três cidades. Alguns tinham placas de Sorocaba (SP), Votorantim (SP), Itaporanga (SP), São Paulo e Santa Bárbara d’Oeste (SP).

 Fonte: CQCS