Associação criminosa usa carro submerso para aplicar golpe em seguradora

Um dos carros usados pela associação criminosa especializada em forjar acidentes de trânsito para receber o dinheiro das seguradoras foi identificado pela Polícia Civil.

A informação é do Site Metrópoles, em matéria divulgada ontem, 29. De acordo com o site, o automóvel havia ficado submerso durante uma enchente na Asa Sul.

De acordo com as investigações, conduzidas pela Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), um Honda Civic preto usado pela quadrilha para receber mais de R$ 60 mil, após sofrer perda total em um acidente forjado, já havia sido invadido pelas águas durante um forte temporal que caiu sobre o DF em dezembro de 2017. O carro ficou com as partes mecânica e elétrica comprometidas.

A ex-dona do veículo foi procurada e informou que, após consertar o carro, decidiu vendê-lo abaixo do preço de mercado.

Os acusados, então, fizeram um seguro levando como base os valores da tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Como não apresentava nenhum indício de fraude, após o acidente forjado, a seguradora liquidou o prêmio e indenizou um dos criminosos com o valor completo da Tabela Fipe do veículo, acrescido de algumas despesas extras.

“Um veículo alagado dificilmente retoma sua condição plena. Com isso, o grupo recebeu R$ 63,5 mil, valor acrescido de algumas despesas extras”, explicou o diretor da DRF, delegado Fernando Cocito.

Os criminosos deixavam os carros com excelente aparência para enganar as seguradoras no momento da contratação do seguro. Semanas depois, o veículo se envolvia em acidente, onde sofria perda total. As colisões atingiam sempre o mesmo local, as colunas centrais dos carros. O ponto, quando atingido com violência, provoca a perda total do veículo.

FONTE: CQCS