Grupo Generali regista quebra de 57% no lucro semestral

A Generali SpA alcançou um lucro 774 milhões de euros no primeiro semestre, em declínio de 56,7% face aos 1 789 milhões de euros obtidos em igual período do ano fiscal anterior. A quebra do lucro líquido é explicada por imparidades no negócio Vida na Suíça (156 milhões), a contribuição feita para o fundo internacional de emergência no combate à pandemia e a provisões para cobrir desvalorização de ativos nos mercados financeiros. Excluindo estes elementos, o resultado líquido ajustado recuou em torno de 21%.

O grupo segurador comunicou uma boa “solidez patrimonial” apesar do “contexto sem precedentes” com assinaláveis consequências macroeconómicas e financeiras provocadas pela pandemia de covid-19.

O resultado operacional da maior seguradora italiana ascendeu aos 2,71 mil milhões de euros de janeiro a junho, em decréscimo de 0,4% na comparação com idêntico período do ano anterior, quando este se situou em 2 724 milhões de euros.

No entanto, o relatório da Generali salienta o desempenho técnico com aumento superior a 16% no resultado consolidado gerado pelo negócio P&C (não Vida) e destaca a contribuição de 56 milhões de euros do negócio em Portugal (Tranquilidade e outros ativos da Seguradoras Unidas SA).

O total dos prémios de seguro direto foi de 36.478 milhões de euros, mais 1,2% que os 35.728 milhões consolidados pelo grupo italiano na primeira metade de 2019. Destes, os prémios do ramo Vida ascenderam a 24.645 milhões de euros (mais 1,3%) e os do ramo não Vida atingiram os 11.833 milhões de euros, uma subida de 0,9%, em termos homólogos.

Comentando os números do semestre, o presidente executivo da Generali, Philippe Donnet, disse que o grupo demonstrou “solidez e excelência técnica” num momento “sem precedentes” e que aproveitou a ocasião para acelerar a sua inovação e transformação digital.

Confirmando a “excelência técnica e resiliência operacional” apontadas por Donnet, a companhia italiana indica melhor rácio combinado (89,5% contra 91,8% em junho de 2019) e apresenta margem de 3,94% sobre novos negócios, confirmando ainda posição sólida ao nível de capital, com o rácio de solvência nos 194% (-2 pps face ao apurado no final do primeiro trimestre).
Fonte: ECO Seguros