Mercado segurador demonstra cautela para retorno de atividades presenciais

Após meses de atividades remotas devido ao isolamento social causado pelo novo coronavírus (covid-19), muitas empresas estão planejando a retomada do trabalho presencial e se preparando para atender as necessidades de seus colaboradores no “novo normal”. Na preparação para a reabertura, companhias terão que implementar protocolos de segurança, que podem incluir o fornecimento de máscaras, medidas de distanciamento social, alterações no espaço de trabalho, regras de triagem e rastreamento de funcionários infectados pelo vírus.

Apesar de corretoras e seguradoras terem se adaptado muito bem durante a quarentena ao regime home office, implantando diversas ferramentas tecnológicas para que segurados e corretores continuassem a ser atendidos, algumas empresas do setor já pensam em como retornar aos escritórios de forma segura.

Na Porto Seguro, apesar de não ter uma data confirmada para o retorno, a seguradora já monta seu planejamento para que colaboradores voltem a trabalhar na sede da empresa. “Já investimos no regime home office desde 2013 e pretendemos continuar depois desta quarentena. Mais de 3 mil funcionários da companhia já atuavam nesta modalidade de maneira integral antes desta pandemia. Precisamos enfrentar esse momento com serenidade, olhar para o agora com calma e estudarmos futuros riscos para só assim voltar para o escritório”, diz Roberto Santos, presidente da companhia.

Já na MAG Seguros, a data de retorno vai variar de acordo com o monitoramento da covid-19 nas cidades em que a empresa possuí sede. Os colaboradores classificados como grupo de risco permanecerão realizando suas atividades em casa, mesmo com a eventual retomada ao ambiente corporativo. “Para que seja possível a reabertura, é preciso que tenhamos a autorização da prefeitura para o funcionamento de nossas atividades, transporte público com acesso a todos, serviço de alimentação disponível para consumo local ou com serviço de entrega, segurança na cidade e capacidade de leitos de UTI disponíveis superior a 20%”, afirma Helder Molina, CEO da seguradora.

Segundo Patricia Coimbra, vice-presidente de Capital Humano, Administrativo e Sustentabilidade da SulAmérica, até fevereiro deste ano a empresa tinha 2.164 funcionários trabalhando de casa, ou seja, 40,38% do corpo efetivo da companhia. “Criamos um comitê formado somente para avaliação e implementação de normas de segurança em nossas unidades físicas. Tudo irá depender de alguns fatores, que são diariamente analisados, afinal não estamos com pressa em voltar. Também fizemos uma pesquisa com nossos colaboradores para entendermos o momento de cada um e, assim, futuramente tomar a decisão mais assertiva possível”, diz a executiva.

Na Minuto Seguros, enquanto estiverem mantidas as recomendações das autoridades públicas de isolamento social, a corretora seguirá trabalhando em regime home office. A empresa continuou mantendo contato com os times, realizando reuniões virtuais de alinhamento, treinamentos e até mesmo happy hour. “Estamos pensando para o futuro um modelo híbrido, no qual as pessoas irão ao escritório mas com frequência e objetivos diferentes do que tínhamos antes da pandemia”, ressalta Marcelo Blay, CEO da companhia.

A Omint organizou um guia gratuito para que os profissionais e as áreas de RH possam planejar com segurança o retorno às atividades e mitigar os riscos com o novo normal. As atividades nas unidades Vila Omint e Paddock II, nos postos de atendimento e nas filiais do Rio de Janeiro e de Ribeirão Preto retornaram no dia 1 de julho. De acordo com Paulo Guimarães, gerente de RH da empresa, “antes do retorno promovemos uma live com todos os colaboradores para explicar como será o funcionamento dos escritórios e, também, oferecemos um treinamento à distância com todas as orientações de como se prevenir desde o percurso da residência do funcionário até a utilização dos espaços comuns e sua estação de trabalho”.

Fonte: Nicole Fraga – Revista Apólice