Estudo da Capgemini traz 10 tendências do mercado segurador em 2020

Com o advento do COVID-19, a “mentalidade mellennial” transcendeu a barreira da idade e fez com que o digital seja utilizado em larga escala na pesquisa e aquisição de seguros.

A maior ameaça as seguradoras tradicionais são as Big Techs. Esta e outras noves tendências constam do Insurance Report 2020 realizado pela consultoria Capgemini, que entrevistou 8 mil clientes de seguros em 22 países, entre eles o Brasil, e 150 executivos seniores de seguros das principais companhias do setor em 29 mercados que representam as regiões das Américas (América do Norte e América Latina), EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Ásia Pacífico (incluindo o Japão).

O vice-presidente da área de Seguros da Capgemini, Roberto Cicccone, detalhou o estudo nesta manhã. “A forma como as seguradoras devem trabalhar é com a criação de ecossistemas abertos”, comentou. Veja as 10 principais tendências:

  • Big Techs ameaçam as seguradoras
  • Com o advento do COVID-19, a “mentalidade mellennial” transcendeu a barreira da idade e fez com que o digital seja utilizado em larga escala na pesquisa e aquisição de seguros.
  • Entre os consumidores da Geração X e os consumidores mais velhos, que estão diariamente online e realizam transações móveis, como compras ou pagamentos de contas esse número mais que dobrou, passando de 30% em 2018 para 64% em 2020
  • O apetite pelos seguros ofertados pelas Big Techs está acelerando rapidamente: enquanto apenas 17% dos participantes da pesquisa do World Insurance Report 2016 disseram que considerariam comprar seguro de uma Big Tech, o número mais que dobrou para 36% em 2020.
  • As seguradoras tradicionais devem apostar na hiper-personalização – oferecer os produtos certos, no momento certo e por meio dos canais certos
  • Mais de 50% desejam um seguro com base no uso, pois oferece hiper-personalização e valor ao dinheiro, mas apenas metade das seguradoras oferece esse tipo de opção.
  • Ao agregar ecossistemas de API aberta, as seguradoras poderiam entender melhor os consumidores e quando eles podem precisar de um novo produto, sugere o relatório.
  • Algo como 75% dos clientes afirmaram que trocariam de seguradora se o serviço de apólice não estivesse disponível em todos canais.
  • As Big Techs estão coletando dados em tempo real por meio de assistentes de voz, roupas inteligentes e outros dispositivos de IoT e chatbots interativos, enquanto apenas 38% das seguradoras capturam dados de dispositivos IoT em tempo real e 33% dos dados é por meio de linguagem natural.
  • As seguradoras pioneiras estão aumentando a colaboração com InsurTechs maduras para desenvolver soluções inovadoras.

Fonte: Sonho Seguro – Denise Bueno