Live realizada pela Zurich sobre segurança cibernética destaca a vulnerabilidade no momento de pandemia

“A melhor arma é a conscientização e essa é uma tarefa das empresas”, afirmou Walmir Freitas, especialista em Segurança da Informação na Kroll

Em live produzida pela Zurich sobre segurança cibernética, conduzida por Fernando Saccon, superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da seguradora, o convidado foi Walmir Freitas, especialista em Segurança da Informação na Kroll, empresa líder e de atuação global em gestão de riscos e investigações corporativas.

“A Kroll previu que haveria uma onda de ataques cibernéticos por causa da pandemia. Tem muitas pessoas trabalhando em casa e conectadas. O mais fraco é o usuário que acessa um e-mail ou um link, em casa ele está menos protegido do que no ambiente corporativo. Se as empresas não se prepararam para o trabalho remoto, elas ficaram mais vulneráveis, pois junto à pandemia veio uma exposição cibernética maior”, comentou Freitas.

Segundo ele, a melhor arma é a conscientização. “Essa é uma tarefa das empresas com seus funcionários e colaboradores. Também o cidadão comum está muito vulnerável em um momento como esse”. Como exemplo, ele mencionou o aplicativo da Caixa Econômica Federal para o recebimento do auxílio de R$ 600,00, fruto de golpes. “Os bancos estão solicitando para não clicar em algo que não seja oficial”.

LGPD – Saccon lembrou que os ataques cibernéticos já vinham aumentando muito. “Por causa da conectividade, do uso da tecnologia e da globalização. E apesar da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ter sido adiada para 2021, ela veio para ficar. Não adianta as empresas postergarem, isso gera desconfiança no mercado e nos consumidores”.

 

Independentemente do setor e do porte, a LGPD se aplica a qualquer pessoa jurídica. “A Kroll tem assessorado muitos clientes, muitos deles com projetos em andamento. A nossa recomendação é que não parem e para quem não começou, que comece. Não temos a cultura de privacidade no país, a lei vem para cobrir essa lacuna, tem muitos invasores aguardando o momento em que a lei entrará em vigor para extorquir as empresas”.

Mudanças – Freitas comentou também que com a pandemia, o processo de home office está se intensificando. “Em muitos países isso já era habitual, aqui no Brasil isso está sendo acelerado e as empresas estão percebendo ganho de produtividade. Elas aprenderam muito com isso e após a pandemia elas terão uma lição de casa: avaliarem o que foi adotado em termos de segurança”.

 

De acordo com ele, o home office é um caminho sem volta para muitas. “Não são todos os setores que conseguirão, a exemplo de call centers que precisam da estrutura física, mas haverá uma mudança acelerada na forma de trabalho. Cada um terá a sua adaptação de acordo com a sua atividade e a segurança está por trás disso”, concluiu.

Fonte: Revista Cobertura – Por Karin Fuchs