Para curar tuberculose é importante não abandonar tratamento

Medicamentos são oferecidos pelo SUS.

A tuberculose é uma doença que atinge um grande número de pessoas a cada ano, com alto índice de notificação. Segundo Carla Jarczewski, diretora do Hospital Sanatório Partenon (HSP) e coordenadora do Programa Estadual de Combate à Tuberculose, o maior problema relativo à doença atualmente, no Estado, é a não conclusão do tratamento. Em virtude disto, ela informa que a taxa de cura é considerada baixa. O Bacilo de Koch, bactéria causadora, continua circulando e novas pessoas são contaminadas. Nesta quarta-feira (24) é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e a Secretaria da Saúde (SES/RS) aproveita a data para chamar a atenção sobre a importância de seguir o tratamento até o final.

“É um problema as pessoas não irem até o fim, pois o abandono significa não se curar”, alerta Carla. O tratamento é longo, seis meses pelo menos, e muitos pacientes acabam abandonando porque cessam os sintomas e eles acreditam estar curados, o que não é verdadeiro, ela salienta.

Em 2019, foram notificados 5.224 novos casos de tuberculose no Rio Grande do Sul. No total, são 7.529. Casos novos são aqueles que nunca foram diagnosticados ou nunca utilizaram medicamentos ou o fizeram por menos de 30 dias. Houve 753 recidivas, que são os casos em que o paciente se curou em tratamento anterior e retornou. Ainda houve 618 reingressos após o abandono. Ao todo, foram 21 pacientes com óbito por tuberculose.

Em 2018, o percentual de cura no Brasil para novos casos foi de 57,2%, enquanto o abandono do tratamento foi de 12,9%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que são necessárias 85% de cura e 5% de abandono para a redução de incidência em um território. No Rio Grande do Sul, o coeficiente de mortalidade foi de 2,38 óbitos por 100 mil habitantes, em 2017, e 2,64 em 2018. Está um pouco acima da média nacional, que é de 2,2. Por esta razão, os técnicos da Secretaria da Saúde consideram importante o trabalho do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), bem como dos setores de vigilância e epidemiologia municipais e estadual.

Estratégias são utilizadas para a redução de incidência e melhoria dos indicadores de cura e de abandono, além da redução dos números de óbitos. São ações como a busca ativa de pessoas com sintomas respiratórios; avaliação de contatos de pacientes com tuberculose e realização de Tratamento Diretamente Observado (TDO) em todos os pacientes; assim como ações que são tomadas junto com os municípios, com o objetivo de fortalecer o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento.

Mais informações podem ser obtidas no Informe Epidemiológico de Tuberculose 2020.

Fonte: Secretária da Saúde RS – foto Marília Bissigo