Francisco Galiza comenta estudo Seguro dos Países

Levantamento anual, promovido pela Swiss Re, destaca que o segmento de seguro de pessoas ainda tem potencial para crescer nos países emergentes.

A seguir, alguns comentários sobre o Brasil, extraídos da tabela e do gráfico abaixo:

De 2015 para 2016, a elevada taxa de crescimento do VGBL (inserido pela Swiss Re no grupo “Vida”) resultou em um incremento de participação mundial do Brasil nesse tópico.

Por exemplo, de 1,46% para 1,57% da receita total dos países. Por outro lado, o segmento “Não Vida” teve uma trajetória oposta, ainda em função dos fortes efeitos da crise econômica, com queda de 1,58% para 1,50% da receita total dos países.

De 2016 para 2017, o setor de seguros no país teve recuperação por dois motivos, quando comparado aos dados mundiais. Primeiro, o próprio crescimento de receita em reais e, segundo, o ganho cambial, pela desvalorização do dólar.

Lembrar que a receita de seguros de todos os países é transformada para dólares pelo câmbio médio do ano. Com isso, ao contrário da variação assimétrica de 2015 para 2016, agora os dois segmentos cresceram, em termos de participação no mundo. O de “Não Vida”, de 1,50% para 1,63%; e o de “Vida”, de 1,57% para 1,76%.

No total, as participações do Brasil – em 2015, 2016 e 2017 – foram, respectivamente, 1,52%, 1,54% e 1,70% do mercado segurador mundial. Isto é, apesar das dificuldades, houve crescimento no período em questão. Atualmente, o país ocupa a 12ª posição geral no mercado segurador mundial.

Nesse estudo não está incluído o seguro saúde. Assim, para evitar discussões teóricas – como, por exemplo, se o VGBL deve ser ou não incluído nesse cálculo ou que segmento das operadoras de saúde devemos considerar como faturamento de seguro -, um indicador mais tranquilo é avaliar somente a evolução do mercado de “Não Vida” na receita mundial de seguros.

Isso está representado no gráfico abaixo, com a análise dos últimos 10 anos. Em termos didáticos, podemos separar a evolução do mercado segurador brasileiro em quatro fases.

De 2007 a 2011, forte taxa positiva de crescimento. De 2011 a 2014, estabilidade na participação. De 2014 a a 2016, queda, pelos efeitos de crise econômica. De 2016 a 2017, já temos uma recuperação, embora ainda lenta.

 

Prêmios (US$ bi) 2015 2016 2017
Vida 37,1 41,0 46,9
Não Vida 32,0 31,6 36,4
Total 69,1 72,6 83,3
% no Mundo 2015 2016 2017
Vida 1,46% 1,57% 1,76%
Não Vida 1,58% 1,50% 1,63%
Total 1,52% 1,54% 1,70%
Ranking no Mundo 2015 2016 2017
Vida 16 14 14
Não Vida 12 13 13
Total 14 14 12

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FONTE: Revista Apólice